O tempo também importa.
No caso de Maria da Penha, a CIDH responsabilizou o Brasil em 2001 por omissão e tolerância à violência doméstica.
MOSTRA INTERATIVA / MULHERES NA SOCIEDADE
Por trás de cada número, existe uma vida.
Conheça histórias de violência, resistência e luta por justiça — e descubra como reconhecer os sinais.
Conteúdo sensível: relatos de violência, sem imagens gráficas. Explore no seu ritmo.
NOSSA ESCOLHA / SUSTENTABILIDADE SOCIAL
A sustentabilidade vai muito além da preservação do meio ambiente. Ela também envolve questões sociais, econômicas e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Existem diferentes dimensões da sustentabilidade, como a ambiental, a econômica e a social. A sustentabilidade social busca garantir que todas as pessoas tenham seus direitos respeitados, acesso a oportunidades, segurança e qualidade de vida.
Pensando nisso, escolhemos abordar as injustiças enfrentadas pelas mulheres, já que a violência, o preconceito, a discriminação e a desigualdade de gênero são problemas que afetam não apenas as mulheres, mas toda a sociedade.
Nosso objetivo com essa apresentação é conscientizar as pessoas sobre essas injustiças, dar visibilidade à realidade enfrentada por tantas mulheres e incentivar a reflexão sobre a importância do respeito, da igualdade e dos direitos humanos.
Foi por isso que escolhemos esse tema para a nossa mostra: porque acreditamos que conscientizar também é uma forma de transformar a sociedade. Afinal, não existe um futuro verdadeiramente sustentável sem justiça, igualdade e respeito às mulheres.
01 / DIMENSIONAR
Toque em cada dado para entender o que ele mede. São recortes históricos identificados, não um contador em tempo real.
Os indicadores têm períodos e unidades diferentes: não devem ser somados. Registros e denúncias não representam toda a violência vivida.
02 / LOCALIZAR E CONHECER
Quatro casos documentados, no Brasil e no México. Explore os pontos ou os cartões para conhecer o contexto, as falhas e os marcos da busca por justiça.
AMÉRICA LATINA / LOCALIZAÇÃO APROXIMADA
Mapa esquemático, sem escala. Os pontos representam apenas os casos desta Mostra, não a distribuição da violência.
Os cartões usam composições de memória com nomes e iniciais, sem retratos recriados. As classificações são temáticas; crimes anteriores às leis atuais não são apresentados como condenações por tipos penais posteriores.
03 / QUESTIONAR AS RESPOSTAS
A violência também pode ser agravada por demora, discriminação e falhas na investigação. Nestes casos, essas questões foram examinadas por organismos de direitos humanos.
No caso de Maria da Penha, a CIDH responsabilizou o Brasil em 2001 por omissão e tolerância à violência doméstica.
No caso de Márcia Barbosa, a Corte IDH identificou discriminação de gênero, atraso e uso indevido da imunidade parlamentar.
Campo Algodonero tornou-se um marco sobre falhas na resposta aos desaparecimentos e à violência contra mulheres no México.
PERÍCIA E ACOLHIMENTO
O Instituto Médico Legal realiza exames periciais que ajudam a documentar vestígios e esclarecer fatos. Também atende pessoas vivas. A perícia faz parte da apuração; o cuidado em saúde tem outra função e não deve ser adiado para esperar um laudo.
Em situação de violência sexual, procure um serviço de saúde o quanto antes. O atendimento não depende de boletim de ocorrência ou laudo do IML.
Fonte: Secretaria da Saúde de São Paulo ↗04 / RECONHECER
Abra os cartões para conhecer formas de violência. Depois, participe das situações interativas.
Ameaçar, humilhar, isolar e controlar decisões pode causar dano emocional e limitar a autonomia.
Reter documentos, destruir objetos ou controlar recursos contra a vontade da mulher pode ser violência patrimonial.
Obrigar alguém a praticar atos sexuais ou impedir escolhas reprodutivas por coação é violência. Uma relação afetiva não elimina a necessidade de consentimento.
Calúnia, difamação e injúria são formas de violência moral previstas na Lei Maria da Penha.
Pode ocorrer no ambiente doméstico, na família ou em relações íntimas de afeto. Não se limita à agressão física.
É matar uma mulher por razões da condição do sexo feminino, como em contexto de violência doméstica e familiar ou de menosprezo e discriminação. Nem todo homicídio de mulher é classificado assim.
Referências: Lei Maria da Penha, arts. 5º e 7º · Lei 14.994/2024.
PARTICIPE / ISSO TAMBÉM É VIOLÊNCIA?
05 / ACOLHER E ORIENTAR
ORIENTAÇÃO E DENÚNCIA
180 ↗Serviço gratuito, 24 horas. Orienta sobre direitos e serviços próximos e recebe denúncias.
EMERGÊNCIA / RISCO IMEDIATO
190 ↗Em uma situação de emergência ou perigo imediato, acione a polícia.
O Ligue 180 pode orientar sobre Delegacias da Mulher, Casas da Mulher Brasileira e outros serviços da sua região. Serviços de saúde, assistência social e Defensoria Pública também integram a rede de apoio.
Se uma amiga contar que sofre violência, ouça sem culpar, respeite seu tempo e ofereça ajuda para buscar atendimento. Se você é menor de idade, procure também um adulto de confiança.
Comunique imediatamente à Polícia Civil. Não é necessário esperar 24 horas. Forneça uma foto recente e as informações disponíveis sobre o último contato.
06 / LEVAR A REFLEXÃO ADIANTE
Uma resposta acolhedora pode começar com: “Você não tem culpa. Obrigada por confiar em mim. Como posso ajudar?”
180 para orientação e denúncias. 190 em emergência. O primeiro passo pode ser buscar informações junto com alguém de confiança.
Pense em uma forma de violência que você aprendeu a reconhecer e em uma atitude de respeito que pode levar para o dia a dia.
Conhecer essas histórias é também uma forma de não permitir que sejam esquecidas.
07 / CONSULTAR E CONFERIR
Fontes institucionais e pesquisas consultadas em 17 de outubro de 2026. Os marcos dos casos são históricos: esta página não acompanha processos em tempo real.