além do silêncio●

MOSTRA INTERATIVA / MULHERES NA SOCIEDADE

A realidade que
muitas mulheres
enfrentam.

Por trás de cada número, existe uma vida.
Conheça histórias de violência, resistência e luta por justiça — e descubra como reconhecer os sinais.

Conteúdo sensível: relatos de violência, sem imagens gráficas. Explore no seu ritmo.

MEMÓRIA É TAMBÉM RESISTÊNCIA
Elas têm
nome.
Elas têm
história.
OUVIR.LEMBRAR.TRANSFORMAR.

NOSSA ESCOLHA / SUSTENTABILIDADE SOCIAL

Por que escolhemos esse tema?

A sustentabilidade vai muito além da preservação do meio ambiente. Ela também envolve questões sociais, econômicas e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Existem diferentes dimensões da sustentabilidade, como a ambiental, a econômica e a social. A sustentabilidade social busca garantir que todas as pessoas tenham seus direitos respeitados, acesso a oportunidades, segurança e qualidade de vida.

Pensando nisso, escolhemos abordar as injustiças enfrentadas pelas mulheres, já que a violência, o preconceito, a discriminação e a desigualdade de gênero são problemas que afetam não apenas as mulheres, mas toda a sociedade.

Nosso objetivo com essa apresentação é conscientizar as pessoas sobre essas injustiças, dar visibilidade à realidade enfrentada por tantas mulheres e incentivar a reflexão sobre a importância do respeito, da igualdade e dos direitos humanos.

Foi por isso que escolhemos esse tema para a nossa mostra: porque acreditamos que conscientizar também é uma forma de transformar a sociedade. Afinal, não existe um futuro verdadeiramente sustentável sem justiça, igualdade e respeito às mulheres.

Não é um caso isolado.✳É uma questão de direitos humanos.✳A responsabilidade nunca é da vítima.

01 / DIMENSIONAR

Números que exigem
atenção.

Toque em cada dado para entender o que ele mede. São recortes históricos identificados, não um contador em tempo real.

Os indicadores têm períodos e unidades diferentes: não devem ser somados. Registros e denúncias não representam toda a violência vivida.

02 / LOCALIZAR E CONHECER

Histórias que não
podemos esquecer.

Quatro casos documentados, no Brasil e no México. Explore os pontos ou os cartões para conhecer o contexto, as falhas e os marcos da busca por justiça.

AMÉRICA LATINA / LOCALIZAÇÃO APROXIMADA

MÉXICOBRASILOCEANO PACÍFICOOCEANO ATLÂNTICO

Mapa esquemático, sem escala. Os pontos representam apenas os casos desta Mostra, não a distribuição da violência.

Morte por gênero Violência sexual Desaparecimento Violência doméstica

Os cartões usam composições de memória com nomes e iniciais, sem retratos recriados. As classificações são temáticas; crimes anteriores às leis atuais não são apresentados como condenações por tipos penais posteriores.

03 / QUESTIONAR AS RESPOSTAS

Quando a injustiça
continua depois.

A violência também pode ser agravada por demora, discriminação e falhas na investigação. Nestes casos, essas questões foram examinadas por organismos de direitos humanos.

01 / DEMORA

O tempo também importa.

No caso de Maria da Penha, a CIDH responsabilizou o Brasil em 2001 por omissão e tolerância à violência doméstica.

02 / DISCRIMINAÇÃO

Investigar sem culpar a vítima.

No caso de Márcia Barbosa, a Corte IDH identificou discriminação de gênero, atraso e uso indevido da imunidade parlamentar.

03 / PROTEÇÃO

Uma busca exige resposta.

Campo Algodonero tornou-se um marco sobre falhas na resposta aos desaparecimentos e à violência contra mulheres no México.

PERÍCIA E ACOLHIMENTO

Qual é o papel do IML?

O Instituto Médico Legal realiza exames periciais que ajudam a documentar vestígios e esclarecer fatos. Também atende pessoas vivas. A perícia faz parte da apuração; o cuidado em saúde tem outra função e não deve ser adiado para esperar um laudo.

Em situação de violência sexual, procure um serviço de saúde o quanto antes. O atendimento não depende de boletim de ocorrência ou laudo do IML.

Fonte: Secretaria da Saúde de São Paulo ↗
Fonte: SSP-SP · atendimento pericial ↗

04 / RECONHECER

A violência nem sempre
deixa marcas visíveis.

Abra os cartões para conhecer formas de violência. Depois, participe das situações interativas.

Violência psicológica +

Ameaçar, humilhar, isolar e controlar decisões pode causar dano emocional e limitar a autonomia.

Violência patrimonial +

Reter documentos, destruir objetos ou controlar recursos contra a vontade da mulher pode ser violência patrimonial.

Violência sexual +

Obrigar alguém a praticar atos sexuais ou impedir escolhas reprodutivas por coação é violência. Uma relação afetiva não elimina a necessidade de consentimento.

Violência moral +

Calúnia, difamação e injúria são formas de violência moral previstas na Lei Maria da Penha.

Violência doméstica +

Pode ocorrer no ambiente doméstico, na família ou em relações íntimas de afeto. Não se limita à agressão física.

Feminicídio +

É matar uma mulher por razões da condição do sexo feminino, como em contexto de violência doméstica e familiar ou de menosprezo e discriminação. Nem todo homicídio de mulher é classificado assim.

Referências: Lei Maria da Penha, arts. 5º e 7º · Lei 14.994/2024.

PARTICIPE / ISSO TAMBÉM É VIOLÊNCIA?

05 / ACOLHER E ORIENTAR

Você não precisa
enfrentar isso sozinha.

ORIENTAÇÃO E DENÚNCIA

180 ↗

Central de Atendimento à Mulher

Serviço gratuito, 24 horas. Orienta sobre direitos e serviços próximos e recebe denúncias.

EMERGÊNCIA / RISCO IMEDIATO

190 ↗

Polícia Militar

Em uma situação de emergência ou perigo imediato, acione a polícia.

Outros caminhos de apoio +

O Ligue 180 pode orientar sobre Delegacias da Mulher, Casas da Mulher Brasileira e outros serviços da sua região. Serviços de saúde, assistência social e Defensoria Pública também integram a rede de apoio.

Se uma amiga contar que sofre violência, ouça sem culpar, respeite seu tempo e ofereça ajuda para buscar atendimento. Se você é menor de idade, procure também um adulto de confiança.

Se uma pessoa desapareceu +

Comunique imediatamente à Polícia Civil. Não é necessário esperar 24 horas. Forneça uma foto recente e as informações disponíveis sobre o último contato.

Informações oficiais do Ligue 180 ↗
Cartilha do Ministério da Justiça sobre desaparecimento ↗

06 / LEVAR A REFLEXÃO ADIANTE

E se uma amiga
contasse com você?

Eu saberia ouvir?

Uma resposta acolhedora pode começar com: “Você não tem culpa. Obrigada por confiar em mim. Como posso ajudar?”

Eu saberia onde buscar ajuda?

180 para orientação e denúncias. 190 em emergência. O primeiro passo pode ser buscar informações junto com alguém de confiança.

O que mudou no meu olhar?

Pense em uma forma de violência que você aprendeu a reconhecer e em uma atitude de respeito que pode levar para o dia a dia.

Conhecer essas histórias é também uma forma de não permitir que sejam esquecidas.

07 / CONSULTAR E CONFERIR

Fontes da Mostra.

Fontes institucionais e pesquisas consultadas em 17 de outubro de 2026. Os marcos dos casos são históricos: esta página não acompanha processos em tempo real.